Autor: Valmir Velozo. Ao longo desses 20 anos de prática da vaquejada alcancei várias mudanças no esporte, mudanças estas, que na minha concepção foram para melhor tais como: o profissionalismo dos vaqueiros e de suas equipes, o melhoramento genético e a valorização dos cavalos, a criação das categorias amador e intermediário, criação de circuitos muito organizados, mídia e marketing, a melhoria da nutrição dos eqüinos, a grande geração de empregos diretos e indiretos, o ambiente social e por último cito o respeito pelo cavalo e boi que aumentou consideravelmente. No entanto há coisas na vaquejada que insistem em perdurarem e que sinceramente não são mais cabíveis a exemplo: - Despadronização da boiada; - Preço de senha muito alta em proporção à premiação; - Não existência de um órgão gestor que regularize o esporte, ou seja, uma federação com regra única, pois cada festa tem sua própria regra; - Definição de quem é realmente de cada categoria de competidor e fiscalização rígida para não permitir que profissionais corram nas categorias amadoras, visando ganhar os prêmios com mais facilidade; - Escola de juízes para formação e reciclagem dos mesmos; - Regra de julgamento única em toda federação; - Outro fato que acontece na vaquejada que realmente prejudica e muito o esporte é o cumprimento de horários, pois geralmente a grande maioria não tem hora para começar e muito menos para acabar. Fato este, que, diga-se de passagem, afasta público e competidores, sendo raras as disputas em horário propício de serem assistidas por quem ama o esporte ou por curiosidade; - Desrespeito ao cavalo e ao boi. Ainda tem competidores que insistem em bater em seus animais mesmo quando eles fazem tudo certo. É preciso também regulamentar a quantidade máxima de competidores com o mesmo cavalo seja ele de puxada ou de esteira. - E por último, em relação ao boi, o número de carreiras que o mesmo faz e o tratamento recebido no curral que precisa melhorar. Todos nós que somos amantes deste esporte tão bonito e contagiante temos que contribuir para que ele se torne cada dia melhor e melhor para todos. Que o palco das vaquejadas seja um local para confraternização entre os amigos e familiares e haja sobre tudo muita consideração e respeito por todos que fazem parte da grande família vaquejada (dono do parque, patrão, vaqueiro, juiz, locutor, calzeiro, equipe de curral, canceleiro, público, barraqueiro, cavalo e boi.). Tenho certeza que mais itens precisam mudar e não foram aqui por mim relatados, quem quiser contribuir estamos aceitando sugestões. Fica para todos que acessarem este material um assunto para reflexão. E a pergunta que não quer calar, o que precisar mudar na Vaquejada? Valmir Velozo. ranchodosvaqueiros@yahoo.com.br |